Tecnologias de colheita mecanizada apresentadas por fabricantes e revendas na 6ª Alta Café mostram como máquinas especializadas podem reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência da colheita e ampliar a produtividade nas lavouras cafeeiras.
A colheita é uma das etapas mais críticas da produção de café e também uma das mais onerosas. Estudos de instituições de pesquisa da cafeicultura indicam que as operações de colheita podem representar entre 30% e 40% do custo total de produção da lavoura, tornando a eficiência dessa fase decisiva para a rentabilidade do produtor. Nesse cenário, a mecanização tem avançado nas regiões produtoras e pode reduzir significativamente os custos operacionais , em alguns casos em até 60%, além de aumentar a velocidade das operações e reduzir perdas no campo.
Esse avanço tecnológico estará em evidência na 6ª Alta Café – Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana, que acontece de 24 a 26 de março de 2026, no Clube de Campo de Franca, em Restinga (SP). O evento reunirá fabricantes, concessionárias e revendas que levarão ao público algumas das principais tecnologias de colheita mecanizada disponíveis para a cafeicultura brasileira.
Entre os destaques confirmados estão máquinas das marcas Jacto, Pinhalense, Jaguar, Matão e Palinialves, com diferentes modelos de colhedoras automotrizes e tracionadas apresentados por fabricantes e também por concessionárias e revendas da região, ampliando as opções de tecnologia para produtores que buscam modernizar as operações de colheita.
Uma das colhedoras em exposição será a Jacto K 3000, apresentada ao público pela Sami Máquinas, concessionária Agritech e revendedora da marca na região. Projetada para operar em diferentes tipos de terreno, a máquina conta com sistema de correção de inclinação lateral de até 30%, reservatório de 2.000 litros e conjunto de quatro câmeras que auxiliam na operação. A colhedora também oferece alta eficiência de derriça e capacidade de colheita elevada, contribuindo para maior rendimento nas operações de campo.

A Pinhalense, tradicional fabricante de equipamentos para o setor cafeeiro, levará à feira a colheitadeira automotriz P1000 Evolution, desenvolvida para a colheita de café arábica. O modelo possibilita colher com mais velocidade e seletividade, reduzindo o desfolhamento das plantas. Entre os diferenciais estão cabine ergonômica, sistema hidráulico aprimorado, acionamento eletro-hidráulico de fácil ajuste e sistema de abanação que melhora a limpeza dos frutos durante a operação.
Outra tecnologia presente no evento será a colheitadeira Jaguar JXT 1800 tracionada, apresentada na feira pela A.Alves, concessionária New Holland na região, com representação da marca Jaguar. O equipamento possui transmissão hidrostática, recolhedor flutuante ajustável e sistema de dupla abanação para melhorar a separação dos frutos. A máquina foi projetada para operar em terrenos com até 30% de declividade, mantendo desempenho operacional em diferentes condições de terreno.
A AgroPL Máquinas e Equipamentos também apresentará tecnologia de colheita durante a feira com a Colheitadeira de Café Rebocada Arábica, da Matão Equipamentos. O modelo foi desenvolvido para operar acoplado ao trator na colheita mecanizada e possui estrutura robusta com sistema de derriça voltado para lavouras de café arábica. Entre as características estão pneus de alta flutuação e velocidade de trabalho entre 0,5 e 1,5 km/h, contribuindo para estabilidade e eficiência nas operações realizadas nas ruas do cafezal.
A Palinialves, expositora da feira, apresentará dois equipamentos voltados à colheita mecanizada. Um deles é a Colheplus, desenvolvida para a colheita de café arábica e conilon, com foco em robustez operacional e eficiência no campo. O modelo conta com monitor digital integrado a quatro câmeras estrategicamente posicionadas, estrutura reforçada e sistema de recolhimento com aletas e mancais, que contribuem para maior eficiência e redução de perdas durante a operação.
A empresa também levará à feira a Colheplus Traction, versão tracionada por trator, com proposta mais compacta e adaptada a diferentes condições de lavoura. O equipamento possui reservatório autolimpante com inclinação de 45° e capacidade de 3.000 litros, sensor de nível integrado e sistema de descarga otimizado. Entre os recursos estão painel de comando com monitor touch screen de 7 polegadas, joystick integrado com múltiplas funções, piloto automático para alinhamento entre plantas e conjunto de câmeras que ampliam o controle da operação. A máquina opera em terrenos com até 30% de declividade, mantendo eficiência nas operações de colheita.
Com a presença dessas tecnologias, a 6ª Alta Café reforça seu papel como vitrine de inovação para a cafeicultura da Alta Mogiana e de outras regiões produtoras, aproximando produtores das soluções que vêm transformando a forma de colher café no Brasil.








