Em meio às grandes máquinas que percorrem as lavouras de café durante a colheita, há um conjunto de componentes pouco visíveis que desempenham papel decisivo na eficiência da operação. Entre eles, as varetas utilizadas nas colheitadeiras vêm ganhando atenção crescente com a evolução da mecanização no campo — tema que também tem impulsionado o desenvolvimento de indústrias especializadas, como a FIBERTH.

Responsáveis pelo contato direto com os ramos do cafeeiro, essas hastes precisam suportar milhões de movimentos ao longo da safra, equilibrando resistência e flexibilidade para garantir a retirada dos frutos sem comprometer a estrutura da planta. Nos últimos anos, a substituição de materiais tradicionais por compósitos, como a fibra de vidro — base da tecnologia desenvolvida pela FIBERTH — tem ampliado a durabilidade dessas peças e reduzido a necessidade de manutenção.

Esse avanço acompanha uma transformação mais ampla da cafeicultura brasileira, que combina tradição e tecnologia para manter sua posição de liderança global. A produção nacional segue entre as maiores do mundo e deve alcançar cerca de 66 milhões de sacas em 2026, segundo estimativas da Conab, refletindo tanto a expansão quanto o ganho de eficiência das lavouras.

A dinâmica do cafeeiro — cultura perene marcada por ciclos produtivos e pela bienalidade — exige planejamento constante e manejo técnico apurado. Nesse contexto, a colheita mecanizada tornou-se elemento central, especialmente em regiões como a Alta Mogiana, no interior de São Paulo, onde relevo, espaçamento e tradição favorecem a adoção de tecnologia.

É nesse cenário que ocorre a Alta Café – Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana, que chega à sua sexta edição em 2026 e será realizada entre os dias 24 e 26 de março, no Clube de Campo de Franca, em Restinga (SP). O evento consolidou-se como um dos principais pontos de encontro da cadeia produtiva do café no estado, reunindo produtores, empresas, instituições e especialistas do setor.

Na edição anterior, a feira registrou milhares de visitantes, cerca de 160 expositores e mais de 200 marcas, movimentando aproximadamente R$ 245 milhões em negócios. Entre as empresas presentes, a FIBERTH participa apresentando soluções voltadas à mecanização da colheita, reforçando a conexão entre indústria e campo.

Com mais de três décadas de atuação no processamento de materiais compósitos, a FIBERTH construiu sua trajetória atendendo diferentes segmentos industriais. Nos últimos anos, a empresa direcionou parte de sua engenharia ao agronegócio, com foco no desenvolvimento de varetas em fibra de vidro específicas para colheitadeiras de café.

O projeto envolveu cerca de dois anos de desenvolvimento e aperfeiçoamento tecnológico, período em que a FIBERTH aplicou conhecimentos de engenharia química e tecnologia de materiais para alcançar um produto com alto desempenho no campo. O resultado foi uma solução que busca equilibrar resistência estrutural, durabilidade e flexibilidade — características essenciais para acompanhar o ritmo da colheita mecanizada e reduzir a agressão mecânica aos ramos do cafeeiro.

A presença da FIBERTH nesse movimento reflete uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a valorização de tecnologias que, mesmo discretas, impactam diretamente a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.

Em um setor que movimenta bilhões de dólares e conecta o Brasil aos principais mercados consumidores do mundo, a eficiência no campo passa não apenas por grandes máquinas, mas também por soluções desenvolvidas por empresas como a FIBERTH, que atuam de forma estratégica — ainda que muitas vezes invisível — na colheita do café.

6ª ALTA CAFÉ – Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana
LOCAL: Clube de Campo da Franca
DATA: 24 a 26 de Março de 2026
HORÁRIO: 08 às 17 horas
ENTRADA: gratuita, no credenciamento da feira.
EMPRESA: FIBERTH / ESTANDE: nº 06 – Setor 7

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