Na 6ª Alta Café, equipamentos com inteligência artificial, automação e controle digital mostram como a tecnologia já atua diretamente no campo e no pós-colheita, elevando precisão, qualidade e valor do produto.
A transformação tecnológica da cafeicultura ganha forma concreta na 6ª Alta Café, com a presença de equipamentos e sistemas que já operam no campo e no pós-colheita, alterando a forma como o produtor conduz manejo, controle de qualidade e comercialização.
O diferencial, neste cenário, está menos no conceito e mais na aplicação. São tecnologias que podem ser observadas em funcionamento, permitindo ao produtor entender como impactam diretamente a produtividade, a padronização e o valor final do café.
Um dos exemplos mais evidentes desse avanço está na seleção de grãos com uso de inteligência artificial. A tecnologia apresentada pela Anysort Brasil utiliza inteligência artificial para reconhecer diferenças sutis entre os grãos, indo além da análise por cor e permitindo identificar defeitos como moca, grãos brocados e outras imperfeições que não são perceptíveis a olho nu. Aplicada ao café verde e torrado, a solução contribui para maior precisão na classificação, padronização do produto e acesso a mercados mais exigentes.
No campo, a operação também passa por uma mudança significativa com o uso de pulverização aérea de precisão. A RDC Agrotec apresenta drones agrícolas voltados à aplicação em áreas de difícil acesso, terrenos inclinados e lavouras sensíveis, permitindo maior uniformidade e melhor aproveitamento dos insumos. Integrados ao monitoramento e à análise de dados agronômicos, os equipamentos ampliam a capacidade de acompanhamento da lavoura e apoiam a tomada de decisão técnica.
A mecanização acompanha essa evolução ao incorporar recursos digitais que ampliam o controle das operações. A Palinialves apresenta soluções de mecanização com monitoramento digital embarcado, que utilizam câmeras integradas e permitem o acompanhamento da operação em tempo real, ampliando a precisão e a visibilidade no campo.
No pós-colheita, a tecnologia se volta para o controle rigoroso da qualidade. O torrador de amostras Stratto Lab, apresentado pela Carmomaq, foi desenvolvido para a torra de pequenos volumes com alto nível de precisão. O equipamento conta com interface touchscreen, controlador lógico programável (CLP) e integração com softwares como Artisan e Cropster, permitindo o monitoramento e o ajuste de variáveis como fluxo de ar, potência e rotação do cilindro. O resultado é maior repetibilidade no processo e mais confiabilidade na avaliação do café.
Ainda nessa etapa, a industrialização também ganha espaço com soluções voltadas ao consumo final. A Mocmaq apresenta uma máquina para encapsulamento de café em pó que realiza, de forma automatizada, a dosagem, prensagem e o lacre das cápsulas, com capacidade de produção de até 10 unidades por minuto. O equipamento amplia as possibilidades de agregação de valor e conecta a produção a novos formatos de comercialização.
A presença dessas soluções na feira permite observar como diferentes etapas da produção estão sendo impactadas por tecnologias que combinam operação, monitoramento e análise de dados. Ao circular pelos estandes, o produtor tem contato direto com equipamentos e sistemas já disponíveis no mercado, podendo comparar aplicações, entender limitações e avaliar possibilidades de adoção conforme a realidade da propriedade.






